20041019

Putz!

Chove a cântaros em SP e ouço muitos trovões, que obviamente foram precedidos por raios, que surgem à velocidade da luz, e basta você contar quantos segundos separam o raio do trovão para saber a quantos metros o raio caiu de você, e cada segundo equivale a 1000 metros, e o último demorou 1 segundo, e eu tenho que desligar logo o computador antes que

Qual é a música

Já que me cobraram e ninguém acertou ainda isso aqui, mais uma(s) dica(s): Esta música está num álbum em que há um crime num berçário, mas não foi ninguém do Misfits, Sr. Renato K. Há também uma música em que há um suicídio. E na música em questão um filho de Deuses se fundiu. Eu tô duvidando que alguém conheça, apesar de muita gente conhecer (dã) então vou dizer que é rock progressivo, lá dos anos setenta (ai, minhas costas), prá facilitar.

20041014

Anedotário Pernambucano de Pernambuco

Minha mãe jura que é verdade: Quando ela era criança pequena, lá no sítio Boqueirão, em Pernambuco, uma vizinha recebeu um diagnóstico dizendo que o pai dela estava com um problema no reto. Ele precisou ir ao médico e foi com a esposa e a filha. A filha ficou esperando os dois na sala de espera do consultório enquanto o casal se consultava com o Dotô. Nisso, o Dotô pergunta qual era o problema. Os dois, bichos do mato, não souberam responder, mas a mãe abriu a porta e gritou para a filha:

- Ô minina, qual é o nome do cu de seu pai, mesmo?

(parampam-tchhhh)

Atualização: Acabo de postar e recebo um comentário-relâmpago anônimo:

bah.. que feio contar piada velha dizendo que aconteceu de verdade... teus leitores não são burros, e nem nasceram ontem =/

Caros leitores, nunca achei que vocês fossem burros ou tivessem nascido ontem. Minha mãe conta, mesmo, essa piada desde que eu era pequeno como sendo verdade. Eu é que sou burro e nasci ontem - não sabia que ela era tão conhecida assim. Só por curiosidade: você já conhecia esta piada? Resposta nos comentários.

Agradeço ao Sr. anônimo por ter me "alertado": meus leitores não são burros. Bom, tem um ou outro, mas eu não saberia dizer o nome.

Bateriês

Geralmente uso a matched grip. Acho mais fácil na hora de fazer os rimshots no snare drum. Só uso a tradicional grip quando a música tem muitas ghost notes. Já executo flams razoavelmente bem, mas preciso aprimorar. O problema maior é para fazer double strokes com a mão esquerda. Isso atrapalha na hora de fazer paradiddles e buzz rolls. Single strokes também é só aprimorar. No mais, sacumé, é só manter o groove no tempo. E aprender ingrêis, que portugueis nóis já sabi.

Qual é a música

Essa tá incomodando de tanto que está tocando na minha cabeça. Então, ressuscito (confesso: fui no Houaiss ver a conjugação desse verbo) a seção (também consultei antes de escrever "sessão" - bob é analfa mas é esforçado):

Aquele que também é ela agora é um só.

Dica: o nome da banda significa "conjunto de fatos ou coisas que fizeram com que outra coisa acontecesse". Deu prá coisar o negócio?

20041011

E agora, quem poderá nos ajudar?

Cristopher Reeve faleceu neste domingo. Mesmo após o acidente que o paralisou ele foi um super-homem.

Sim ao uso de embriões de cinco dias na pesquisa das células-tronco.

20041006

Marketing judicial

Quer chamar atenção para a sua empresa? Simples: processe algum dono de blog que tenha recebido algum comentário contra sua empresa e retire este blog do ar. Ou entre na justiça contra um cliente insatisfeito e consiga em tempo recorde uma condenação que obrigue a remoção de uma pequena comunidade no orkut mantida por este cliente. Sucesso garantido. Todos vão ter o nome da sua empresa na memória, e sempre vão lembrar-se disso na hora de não fechar negócio com você. Estou me referindo a isso e a isso.

Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser, mas foda-se.

20041004

Cinza

Tá vendo essa árvore? Ela já foi uma semente desse tamanho, ó. E ficou grande assim. Veio o sol, veio a chuva, o dia, a noite, e ela soube usar o que a natureza ofereceu prá ficar desse tamanho. Hoje ela vai embora. Árvore não volta, árvore não tem saudade, árvore não vai ali dar uma saidinha e já, já tá aí. Ela vai embora e pronto. Ela não vai embora porque quer, alguém resolveu que era a hora dela sair daí. E eu vou sentir saudade. Eu já a abracei tanto, já escrevi teu nome nela, contei coisas que não falo com ninguém prá ela, olhei as folhas verdinhas pensando que coisa mais linda, meu deus. Vão plantar um muro cinza no lugar. Ela nem viu meu filho, ele não vai poder subir nela como eu fazia, nem vai ver como ela fica linda quando usa aquela roupa amarela. Ninguém mais vai ver isso. Só eu vou saber que ela existiu. Ninguém vai ver o muro cinza e pensar puxa, deviam derrubar isso e plantar uma árvore aqui. Árvores não fazem nada, só ficam ali, vendo a vida passar, crescem devagarinho, não vale a pena. Não vale a pena. Só servem pra eu ficar olhando pro desenho que os galhos e as folhas fazem e pensar que coisa mais linda, meu deus.

Vivia inventando fatos verídicos.

Grana zero.

Programação das Terças Musicais no SESI:

5 e 6 de outubro - Violeta de Outono & Orquestra. Esse eu não perco. Curti muito o som dos caras nos anos oitenta e recentemente pude vê-los, finalmente, ao vivo. Se você gosta de Pink Floyd (era Syd Barret) vai gostar. Vou na terça ou na quarta. Ou nos dois dias.

Um dos expoentes do rock brasileiro nos anos 80, o trio Violeta de Outono, formado por Fabio Golfetti, Angelo Pastorello e Claudio Souza vai dividir o palco com uma Orquestra de Câmara, regida pelo Maestro Juliano Suzuki. A formação da orquestra escolhida para este concerto será de cordas e metais (trompete, trompa e trombone). Será o encontro do rock psicodélico-progressivo com a sonoridade característica da música erudita. Na apresentação a banda mostrará clássicos como "Dia Eterno", "Outono", "Mulher na Montanha" e "Declínio de Maio", além de uma prévia do próximo CD, só com músicas inéditas. O Violeta de Outono foi formado em São Paulo, na metade dos anos 80. A partir de algumas músicas gravadas e divulgadas em rádios e shows, a banda conquistou seu espaço com uma sonoridade própria, um rock com influências da música oriental, pop-psicodélica e folk. Nos anos que se sucederam, o Violeta gravou uma série de trabalhos e fez vários shows pelo Brasil.

12 de outubro - Leo Jaime. Presumo que será difícil conseguir ingresso para este show, mas vou tentar. Ana, vê se você consegue ir! Me liga: 9000-0666.

O goiano Leo Jaime foi para o Rio de Janeiro no início dos anos 80 dar início a sua carreira no rock'n'roll. Foram vários discos e inúmeros hits que o tornaram conhecido em todo o País. Leo já fez de tudo, foi colunista fixo de uma revista, comentou futebol na TV, fez filme, novela, sitcom e teatro. Depois de experimentar outras coisas, resolveu que estava na hora de voltar para o rock e desde então, apresenta em uma casa paulistana o show "As Novas, as Velhas e as Outras".

19 de outubro - Nenhum de Nós. Esse eu não sei se vou. Ouvi um pedaço do acústico em que eles usam muito mal uma cítara. Fiquei com medo do resto. E não sei se os perdoei completamente pela versão de "Starman". Acho que não.

O show será o lançamento oficial em São Paulo do último CD do grupo, "Acústico 2", que já rendeu um Disco de Ouro, com mais de 50 mil cópias vendidas. O CD é um resumo acústico de quatro álbuns do grupo, gravados entre 1995 e 2002, "Mundo Diablo", Paz & Amor", "Onde Você Estava em 93" e "Histórias Reais de Seres Imaginários". Entre as músicas revisitadas em formato folk, estão os hits "Vou deixar que você se vá", "Da Janela" e "Amanhã ou Depois".

26 de outubro - Peter "Madcat" Ruth. Como já disse por aqui, blues ao vivo é muito bom. Se eu for eu vou.

Um dos melhores gaitistas do blues contabiliza 35 anos de carreira. Segundo Dave Brubeck, "Madcat tem aquela qualidade mágica... Platéias daqui e além mar o seguem o tempo todo." A revista Performance Magazine também o aponta como um "virtuoso da harmônica que está rapidamente se aproximando do status de lenda". Madcat está em turnê no Brasil para a gravação de um CD ao vivo, com os músicos brasileiros Big Joe Manfra e Jefferson Gonçalves.

O Teatro Popular do SESI fica na Av. Paulista, 1313 Em frente a estação Trianon-Masp do metrô. Os shows acontecem às terças-feiras, às 20h00. A entrada é franca e a bilheteria abre com uma hora de antecedência e distribui gratuitamente um ingresso por pessoa. Se você for me manda um e-mail prá gente combinar de se encontrar por lá. O telefone que eu citei ali em cima é falso, obviamente, tolinho(a). Shows indicados para maiores de 12 anos. Criança atrapalha. Seres que vão só porque é de graça também. Assisti ao show do Arrigo Barnabé tendo à minha esquerda uma senhora que foi se fechando aos poucos: primeiro colocou a bolsa no colo, depois cruzou as pernas e finalmente cruzou os braços. Saiu correndo antes do bis. Acho que ela foi esperando ouvir a Tetê Espíndola cantar "Escrito nas estrelas". À minha direita uma jovem linda e morena com um cabelo espertíssimo que conseguiu dormir enquanto eles quebravam tudo no palco. O engraçado é que cada música que terminava ela se sobressaltava e aplaudia entusiasmada, talvez para que o acompanhante não percebesse. Acho que não conseguiu. Enfim,... acabou.

Recado: Brisa, vou tomar jeito. Já, já te escrevo.

Eu gosto mais do Flocos do que do Bejô (meu filho referindo-se aos carros Focus e Peugeot).