Que fique registrado que às vinte e uma horas e poucos minutos do dia 27 de maio de 2009 recebi e aceitei de Patrícia Müller (http://www.sinestesia.co.uk/blog/ , http://twitter.com/pattymuller e http://patty.jaiku.com/) um convite para ingressar no Jaiku . Não é "nome feio" mas é nome feio. Conheci o Jaiku há uns meses, mas tinha que ter convite e o Twitter tava lá e talz, nem liguei, um dia a gente se vê. Ontem a Patrícia gentilmente ofereceu convites no Twitter e resolvi entrar. Não tinha notado que estava acontecendo uma debandada dos usuários por conta da lentidão dos servidores do piador. Povo infiel. A onda de traidores do Twitter foi tão grande que hoje os servidores do Jaiku apresentaram lentidão. Como Jaiku é Google deve recuperar-se em menos tempo. Microbobagem caiu no gosto do povo. Como sou do povo...
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Bicicleta - parte 2 Comecei a andar à noite para pegar menos trânsito. Gradualmente e rapidamente o preparo físico melhorou e cheguei a aguentar passeios de duas horas, geralmente aos domingos de manhã. Descobri que tinha uma boa resistência. Ainda tenho. É engraçado quando a molecada me passa voando na descida e eu os deixo comendo poeira na subida. Uma leve sensação de vingança. Existe um velho chavão dos motociclistas que serve para os ciclistas: se você ainda não caiu é porque ainda vai cair. Aconteceu comigo. Numa descida leve me atrapalhei com um carro que nem estava tão perto assim e minha roda dianteira encaixou numa das famigeradas calhas tipo mata-ciclista, tão comuns na cidade. Quem viu a cena deve ter achado engraçado minha tentativa frustrada de não cair. A bicicleta parecia um touro de rodeio. Aí veio o cháo. Não usava capacete na época e bati a cabeça a poucos centímetros da guia. Por sorte apenas abri o supercílio e o dedo anular esquerdo enroscou no guidão, o que provo...
Viver é prosa, amar é poesia. Pensei nesta frase hoje, no trânsito. Duas horas dá para pensar muita coisa. Claro que o que ela diz para mim não é o mesmo que diz para você. Provavelmente para alguém não vai dizer nada. A vivência de uma pessoa influencia a forma como ela "lê" o mundo e blá blá bla. Depois pensei: será que alguém já pensou nela? Claro que sim. Ou não? Quem poderia me ajudar nessa? Ninguém. Os pensamentos não têm log. Bilhões de pessoas pensando, incontáveis pensamentos perdidos no tempo, como lágrimas na chuva. Pensando bem alguém poderia ler isso aqui e dizer que leu num livro. Segundo o google, ninguém a escreveu ainda . Quer dizer, agora escreveram.
Bicicleta, parte 1. Só aprendi a andar aos 21. Toda essa precocidade deve-se a uma infância não muito rica. E a um trauma. Minha primeira bicicleta não era uma bicicleta. Era um triciclo. Tinha vergonha de andar naquilo. Idéia genial de minha mãe. Sempre pensando em minha segurança. Era grande e tinha rodas demais. Uma desmoralização total. Resultado: só andava escondido no quintal de casa. Sozinho e com a luz apagada. Inveja dos meus primos que andavam em duas rodas. Ainda bem que moravam longe e nunca viram meu trambolho. Que a ferrugem lhe seja leve. Anos de hiato ciclístico. Aos 21, primeiro bom emprego. Resolvi comprar uma bicicleta. De verdade. Fui incentivado por um colega de trabalho, o Eli. Grande colega, o Eli. Parêntese: No trabalho a turma ficou excitada quando ficou sabendo que Eli trabalharia conosco. Pensavam que Eli era menina. Decepção: era menino. Fecha parêntese. Comprei uma Montana. Da Caloi. Verde-musgo. 15 marchas. Duas rodas. Cena lin...
Fui convidado a assistir a uma projeção do filme Nome Próprio pela Flávia Durante , a quem agradeço o convite. O filme é baseado nos livros Máquina de Pinball e Vida de Gato, de Clarah Averbuck . É protagonizado pela Leandra Leal. Adoro Leandra Leal. Em minha opinião totalmente imparcial ela está ótima. Não sou cinéfilo mas gosto de cinema. O que quero dizer é que tendo mais a dizer somente se gostei ou não gostei, sem análises mais rebuscadas. Gostei. Recomendo. Senti uma forte empatia com o personagem, resultado da ótima atuação de Leandra. A internet é um dos personagens do filme, através do blog, email da personagem e até uma participação especial do Altavista, que estava apagado da minha memória. O filme está cheio de referências, a mais óbvia o barulhinho de conexão de modem, que hoje soa pré-historicamente tão 2000. Tem uma cena em que aparece o livro dos Wunderblogs. Aliás, cronologicamente este livro não deveria estar lá, já que é de 2004. O filme está cheio de errinhos,...
(...)Talvez deveríamos, tão cinicamente como parece, medir o uso de veículos através de pessoas famintas por cem quilômetros. Um SUV* usa o equivalente a um ano das necessidades de alimentos de uma pessoa faminta a cada tanque cheio de bio-combustível. Dependendo de seu estilo de pilotagem, a cada cem quilômetros você usará 0,2 a 0,3 pessoa!(...) E o teu carro verde, quantas pessoas faz aos 100Km? * Stupid User Vehicle. São aqueles veículos enormes que carregam uma pessoa apenas no dia a dia na cidade, invariavelmente com uma capa decorada hipócritamente com um tema ecológico cobrindo o estepe na traseira.
Continuo respirando por aparelhos. Sempre fui assim, pulando de interesse em interesse. No caso, do blog pro orkut, pra bateria, pro twitter, ultimamente pra bicicleta, pra cirurgia de transplante de rim... mentira, nesse ponto tô legal, apesar de estar esperando gêmeas, uma em cada lado, de novo. A questão é que sempre tem algo me atraindo e desvio o foco praquele lado. Desculpa aí, pessoal! Sei que por isso vocês acabam nem voltando mais aqui... Falha terrível minha, porque fiz amigos aqui e perco a chance de fazer novos. O Twitter me atraiu agora por causa dos 140 caracteres. Sempre achei que tinha pouco a dizer. Mas acho que o risco de ficar tudo meio bobo é grande. Eu ia postar lá a nova merda que surgiu na minha cabeça: "Às vezes um charuto é só um consolo." Mas aí resolvi escrever aqui, que é a minha casa. Vou pôr lá também. Só que é muito pequeno, eu tinha que falar algo mais aqui. Falei tudo isso. Ou só isso. Daqui a pouco (só mais uns 2 ou 3 meses) conto minha ú...