Eu vô inventá*
Daqui a pouco mais um ano. Velho? Com uns 80, 90, talvez. Porque aqui, na minha cabeça, eu posso tudo. Eu tenho cinco e tenho trinta e muitos anos. Por enquanto o corpo me leva prá onde eu quero. Um dia, sei lá, dá um problema, uma doença, um caminhão de 10 toneladas (embora seja um prazer morrer a teu lado) e eu não consigo mais ir prá ali, prá lá. Mas eu vou assim mesmo, porque dentro da minha cabeça tem o mundo. E tem você, e ele, e ela, e elas e eles, e tem muito amor prá todo mundo. Te amo muito e quero que você se foda se não me amar. Me arrependo do que eu não disse. Não disse eu te amo prá tanta gente e agora não dá mais, passou, me fodi. Por isso te digo: eu te amo, eu amo aquele outro e aquela ali e tem uma que eu ainda não conheço direito mas já tô de olho. Não tô falando de sexo, tomá no cu você. Tô falando da vida. Amo muita coisa e não odeio nada. Prá odiar você gasta muita energia, lembro até daquele papinho de que um sorriso usa menos ou mais músculos que chorar, sei lá, não interessa, só sei que guardo essa energia pro dia que eu precisar te amar com mais força. E os meus pecados são só meus, deixa que eu morro na minha cruz. As lágrimas que limpam meus olhos banham minha alma. Quer saber: não vou falar mais nada. Feliz aniversário a puta que o pariu, que eu sou feliz o ano inteiro, com você e com eles todos.
* Essa frase é dita por uma criança de uma maneira maravilhosa em uma música maravilhosa de um grupo maravilhoso chamado Mombojó.
* Essa frase é dita por uma criança de uma maneira maravilhosa em uma música maravilhosa de um grupo maravilhoso chamado Mombojó.
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